segunda-feira, 27 de agosto de 2007

FILOSOFIA DO BURACO



Tales de Mileto, Filosofo da Grécia Antiga um dia resolve com uma amiga ver os astros, na saída de casa cai num buraco, logo ela faz uma ótima interjeição.
- Tales não consegues ver o que tens aos teus pés e desejas conhecer o que está no céu?
Pois é essa a vontade de muitos, talvez tentativa de fuga dos problemas mundanos, ou simples romantismo.
Mas hoje escrevo sob uma simples condição, não de fuga, nem de romântica e sim pertencente a do meu gênero mulher, que tudo tem aos seus pés, quase tudo, pelo menos naquilo que se empenha em ter.
Diferentes dos homens que sem muitos rodeios perdem o chão rapidinho, bastando um gole de cerveja, um amor desencantado, uma briga familiar ou um emprego desperdiçado, enfim várias questões que assolam o mundo másculo do buraco.
Perder o chão não tão difícil e isso é muito comum aos homens que não são muitos susceptíveis às grandes mudanças e transformações, basta um pisar em falso, o que importa é entender esse ir e vir livre como um movimento constante e super positivo, perder o chão para logo ali acha-lo.
A inconstância do buraco é poderosa e construtiva de um saber que deve ser achado por si mesmo, sair do buraco é renovar-se.
Perder o chão é importante para novas criações, novas inspirações e novo recomeço.
Recomeçar para tentar, para errar e acertar, de acertos em acertos se realizar, se fazer, conseguir, pisar firme.
É o que todo mundo busca conseguir um chão firme para pisar, se apoiar, se sentir seguro, realizado, profissionalmente, amorosamente, intensamente, mas para isso é preciso conhecer o buraco ou pelo menos enxerga-lo para valorizar o outro lado, mantendo-o sempre aberto, porque o buraco como escrevi também é fuga.
O homem é vitima e autor dos buracos em que cai, pensa-lo enquanto fato é transgredir ao que já fora lido e agredir ao novo, agarra-lo, firma-lo, tendo como mais importante não esmorecer, entristecer, pois os buracos da vida sempre existiram e vê-los como condição de um por vir bem melhor é a pedida de hoje, para sempre.
O texto de hoje é inspirado em um texto lido na Zero Hora de sábado 25/07/08, onde o Professor, Escritor e Tradutor Donaldo Schuler me motiva a pensar e agora escrever sobre o Buraco.
Orifício que assume varias formas, mas que no mundo das idéias assume uma só característica a de ser pouco impensável e discutível.Tales é apontado como um dos
sete sábios da Grécia Antiga. Além disso, foi o fundador da Escola Jônica. Considerado, também, o primeiro filósofo da "physis"(natureza), porque outros, depois dele, seguiram seu caminho buscando o princípio natural das coisas.Tales considerava a água como sendo a origem de todas as coisas. E seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único" para essa natureza primordial

domingo, 26 de agosto de 2007

CANÇÃO PARA AS MULHERES


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco-em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade, mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivos depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo quer é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “olha que estou tendo muita paciência com você”.
Que se entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “mas que chateação essa mania, volta para cama!”.
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “pôxa, mais um?”.
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e ma admire.
Que o outro – filho, amigo, amante, marido, namorado-não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa-uma MULHER.

Faço das palavras de Lya Luft com toda audácia minhas, pois é nela que encontro resposta para vários pensamentos que ficam em volta do meu lindo dia é como se eu pensasse e ela escrevesse.