Tales de Mileto, Filosofo da Grécia Antiga um dia resolve com uma amiga ver os astros, na saída de casa cai num buraco, logo ela faz uma ótima interjeição.
- Tales não consegues ver o que tens aos teus pés e desejas conhecer o que está no céu?
Pois é essa a vontade de muitos, talvez tentativa de fuga dos problemas mundanos, ou simples romantismo.
Mas hoje escrevo sob uma simples condição, não de fuga, nem de romântica e sim pertencente a do meu gênero mulher, que tudo tem aos seus pés, quase tudo, pelo menos naquilo que se empenha em ter.
Diferentes dos homens que sem muitos rodeios perdem o chão rapidinho, bastando um gole de cerveja, um amor desencantado, uma briga familiar ou um emprego desperdiçado, enfim várias questões que assolam o mundo másculo do buraco.
Perder o chão não tão difícil e isso é muito comum aos homens que não são muitos susceptíveis às grandes mudanças e transformações, basta um pisar em falso, o que importa é entender esse ir e vir livre como um movimento constante e super positivo, perder o chão para logo ali acha-lo.
A inconstância do buraco é poderosa e construtiva de um saber que deve ser achado por si mesmo, sair do buraco é renovar-se.
Perder o chão é importante para novas criações, novas inspirações e novo recomeço.
Recomeçar para tentar, para errar e acertar, de acertos em acertos se realizar, se fazer, conseguir, pisar firme.
É o que todo mundo busca conseguir um chão firme para pisar, se apoiar, se sentir seguro, realizado, profissionalmente, amorosamente, intensamente, mas para isso é preciso conhecer o buraco ou pelo menos enxerga-lo para valorizar o outro lado, mantendo-o sempre aberto, porque o buraco como escrevi também é fuga.
O homem é vitima e autor dos buracos em que cai, pensa-lo enquanto fato é transgredir ao que já fora lido e agredir ao novo, agarra-lo, firma-lo, tendo como mais importante não esmorecer, entristecer, pois os buracos da vida sempre existiram e vê-los como condição de um por vir bem melhor é a pedida de hoje, para sempre.
O texto de hoje é inspirado em um texto lido na Zero Hora de sábado 25/07/08, onde o Professor, Escritor e Tradutor Donaldo Schuler me motiva a pensar e agora escrever sobre o Buraco.
Orifício que assume varias formas, mas que no mundo das idéias assume uma só característica a de ser pouco impensável e discutível.Tales é apontado como um dos sete sábios da Grécia Antiga. Além disso, foi o fundador da Escola Jônica. Considerado, também, o primeiro filósofo da "physis"(natureza), porque outros, depois dele, seguiram seu caminho buscando o princípio natural das coisas.Tales considerava a água como sendo a origem de todas as coisas. E seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único" para essa natureza primordial
Orifício que assume varias formas, mas que no mundo das idéias assume uma só característica a de ser pouco impensável e discutível.Tales é apontado como um dos sete sábios da Grécia Antiga. Além disso, foi o fundador da Escola Jônica. Considerado, também, o primeiro filósofo da "physis"(natureza), porque outros, depois dele, seguiram seu caminho buscando o princípio natural das coisas.Tales considerava a água como sendo a origem de todas as coisas. E seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único" para essa natureza primordial
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