Renasci, os invernos não são mais como aquele em que você reapareceu;
Não tem mais só minha cor por aqui;
Há 10 anos você surgiu;
E afinal de contas eu tenho contas a pagar; Por um passado que tentei fugir;
Olha quantos sonhos experimentados;
Olha quantos Deuses e demonios que vivem do meu lado;
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
ILEGAIS ATÉ QUANDO???
Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa vida
E será uma maldade veloz
Malignas línguas
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam Ilegais
Dessa nossa vida
E será uma maldade veloz
Malignas línguas
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam Ilegais
Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você
Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz
Pura hipocrisia
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam
Olhos ilegais
Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você
Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz
Pura hipocrisia
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam
Olhos ilegais
Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Eu fui comprar cigarro... mas eu voltei!!
Sabe aquelas historias de que o outro foi comprar cigarro e nunca mais voltou...
Não é uma regra, ou melhor, até pode ser se pensarmos que toda regra tem sua exceção, eu voltei.
Depois de três anos, eu voltei.
Alegria para uns, tristeza para outros, será mesmo???
Porque essa piadinha faz tanto sucesso??
Eu nunca me senti longe, embora quisesse por hora enganar-me, eu nunca conseguia, que fracasso nem pra fumante eu sirvo!!!
Talvez quisesse encontrar um alguém que habitava dentro de mim e que estava um pouco sufocado, se era isso, eu encontrei e gosto muito do que me tornei, precisei desse tempo de solidão para ver que cada pessoa tem o seu tempo, que embora se force as coisas não irão acontecer, se eu tivesse esse poder de fazer tudo acontecer na hora que quisesse, talvez eu seria muito infeliz.
Não é uma regra, ou melhor, até pode ser se pensarmos que toda regra tem sua exceção, eu voltei.
Depois de três anos, eu voltei.
Alegria para uns, tristeza para outros, será mesmo???
Porque essa piadinha faz tanto sucesso??
Eu nunca me senti longe, embora quisesse por hora enganar-me, eu nunca conseguia, que fracasso nem pra fumante eu sirvo!!!
Talvez quisesse encontrar um alguém que habitava dentro de mim e que estava um pouco sufocado, se era isso, eu encontrei e gosto muito do que me tornei, precisei desse tempo de solidão para ver que cada pessoa tem o seu tempo, que embora se force as coisas não irão acontecer, se eu tivesse esse poder de fazer tudo acontecer na hora que quisesse, talvez eu seria muito infeliz.
Aprendi que a graça da vida está exatamente nessas situações que fogem do nosso controle;
Aprendi que a grande sabedoria está em saber esperar;
Aprendi que não é deixar-se levar; Aprendi a saber levar;
Aprendi a saber voltar;
Aprendi a perdoar e me perdoar;
Aprendi a voltar...
sábado, 18 de julho de 2009
Do Filme “Pro Dia Nascer Feliz”
Este, é o culpado por algumas decisões da minha vida, ainda que estas não sejam definitivas, foi um documentário que despertou meu olhar para a possível realidade que eu encontaria no magistério dito normal, é um documentário fiel às diversas realidades que nos cercam, não deixou nada escapar dos olhos de um educador que opta por esse caminho para a sobrevivência e realização, no entanto essas realidades maltratam e desestimulam nossa confiança no poder público, por fim resta-me concluir que no dia em que a escola pública for boa para a inclusão ela será boa para qualquer um.
Listo aqui as dificuldades para que o processo de inclusão escolar aconteça nas diferentes etapas do ciclo vital, tendo como cenário a realidade brasileira revelada no documentário.
- Alunos tendo que se adaptar a escola quando segundo a legislação especial (parecer 56), implica no contrário.
-Numero de alunos em sala de aula, onde o ideal é no máximo 3 com deficiências similares, numa turma com 20 alunos regulares, ou no máximo 2 com deficiências múltiplas, numa turma com 20 alunos regulares.
- Acompanhamento extraclasse com uma equipe de multiprofissionais, ex: psicóloga, assistente social, fonoaudiologa, fisioterapeuta...
- Sala de recurso audiovisual, lúdica e pedagógica.
-Formação continuada dos professores.
- Currículo fechado, ao invés do funcional.
- Projeto pedagógico da escola que deve atender as necessidades educacionais especiais.
- ...
Destaquei os possíveis caminhos para a inclusão visualizados nesta realidade.
-Manifestações culturais * musicalização
* teatro
* literatura
* oficina filosófica
* esporte
- Projetos onde os alunos sejam protagonistas juvenis dos atos sociais.
- Oficinas preparatórias para o trabalho.
- Currículos funcionais.
- Avaliação diferenciada.
Este, é o culpado por algumas decisões da minha vida, ainda que estas não sejam definitivas, foi um documentário que despertou meu olhar para a possível realidade que eu encontaria no magistério dito normal, é um documentário fiel às diversas realidades que nos cercam, não deixou nada escapar dos olhos de um educador que opta por esse caminho para a sobrevivência e realização, no entanto essas realidades maltratam e desestimulam nossa confiança no poder público, por fim resta-me concluir que no dia em que a escola pública for boa para a inclusão ela será boa para qualquer um.
Listo aqui as dificuldades para que o processo de inclusão escolar aconteça nas diferentes etapas do ciclo vital, tendo como cenário a realidade brasileira revelada no documentário.
- Alunos tendo que se adaptar a escola quando segundo a legislação especial (parecer 56), implica no contrário.
-Numero de alunos em sala de aula, onde o ideal é no máximo 3 com deficiências similares, numa turma com 20 alunos regulares, ou no máximo 2 com deficiências múltiplas, numa turma com 20 alunos regulares.
- Acompanhamento extraclasse com uma equipe de multiprofissionais, ex: psicóloga, assistente social, fonoaudiologa, fisioterapeuta...
- Sala de recurso audiovisual, lúdica e pedagógica.
-Formação continuada dos professores.
- Currículo fechado, ao invés do funcional.
- Projeto pedagógico da escola que deve atender as necessidades educacionais especiais.
- ...
Destaquei os possíveis caminhos para a inclusão visualizados nesta realidade.
-Manifestações culturais * musicalização
* teatro
* literatura
* oficina filosófica
* esporte
- Projetos onde os alunos sejam protagonistas juvenis dos atos sociais.
- Oficinas preparatórias para o trabalho.
- Currículos funcionais.
- Avaliação diferenciada.
DIGA SIM À INCLUSÃO SE:
"SE CONDIÇÃO NECESSÁRIA PARA QUE QUALQUER COISA ACONTEÇA.
Sobre o filme:"Uma Lição de Amor"
É uma produção americana que conta a história de um pai com a idade mental de uma criança que luta contra a justiça pela custódia de sua filha, e para isto deve contar com a ajuda de uma advogada linha dura, que por sua vez tem problemas de relação com seu filho.
A relação com pessoas especiais nos faz repensar vários conceitos de vida e isso fica bem explicito no filme quando a convivência entre o cliente deficiente e a advogada faz com que ambos procurem reavaliar suas relações com as pessoas amadas, ou seja, nada mais óbvio, pensando em termos de inclusão social . Sean Penn, excelente ator que é, dá uma show no papel principal e consegue atingir seu objetivo: emocionar o público e consegue meu agrado quando que por pesquisa descubro também sua dedicação a causas justas, com as quais se identifica.
Se nos lembrarmos que na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas. Eis que estamos aqui.
Mas não com ingenuidade refletimos que somos uma parte muito pequena da sociedade, porque a grande maioria até por desconhecimento pensa que pessoas especiais sejam incapazes de resolver os problemas e criar adequadamente um filho, especialmente a partir do momento em que a personagem que faz papel de sua filha ultrapassa a capacidade mental do pai (o que ela estava prestes a fazer). No filme a assistência social resolve tirar a guarda da criança e privar Sam do direito de pleno exercício da paternidade respaldando-se na tese de que Sam é deficiente mental.
O filme nos coloca diante de uma situação singular, onde percebemos com clareza as impossibilidades de Sam e, ao mesmo tempo, vivenciamos através das imagens e de nossa confiança uma experiência única de paternidade, pautada numa relação carregada de emoção e presença, de participação e doação por parte do pai em relação à filha. Tudo em um clima de muita doação de amor.
Somando a tudo isso, a frieza do sistema judiciário norte-americano, que não foge muito a regra, onde a justiça despreza pormenores que podem ser decisivos para a solução de um caso traumático de separação entre pai e filha. Sem deixar de observar também que o contraponto da experiência vivida por Sam que pode ser visto na figura de sua advogada de defesa, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), uma linda e bem sucedida profissional que mal tem tempo para ouvir o que seu filho tem a lhe dizer e nem tempo para demonstrar o seu amor.
É uma produção americana que conta a história de um pai com a idade mental de uma criança que luta contra a justiça pela custódia de sua filha, e para isto deve contar com a ajuda de uma advogada linha dura, que por sua vez tem problemas de relação com seu filho.
A relação com pessoas especiais nos faz repensar vários conceitos de vida e isso fica bem explicito no filme quando a convivência entre o cliente deficiente e a advogada faz com que ambos procurem reavaliar suas relações com as pessoas amadas, ou seja, nada mais óbvio, pensando em termos de inclusão social . Sean Penn, excelente ator que é, dá uma show no papel principal e consegue atingir seu objetivo: emocionar o público e consegue meu agrado quando que por pesquisa descubro também sua dedicação a causas justas, com as quais se identifica.
Se nos lembrarmos que na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas. Eis que estamos aqui.
Mas não com ingenuidade refletimos que somos uma parte muito pequena da sociedade, porque a grande maioria até por desconhecimento pensa que pessoas especiais sejam incapazes de resolver os problemas e criar adequadamente um filho, especialmente a partir do momento em que a personagem que faz papel de sua filha ultrapassa a capacidade mental do pai (o que ela estava prestes a fazer). No filme a assistência social resolve tirar a guarda da criança e privar Sam do direito de pleno exercício da paternidade respaldando-se na tese de que Sam é deficiente mental.
O filme nos coloca diante de uma situação singular, onde percebemos com clareza as impossibilidades de Sam e, ao mesmo tempo, vivenciamos através das imagens e de nossa confiança uma experiência única de paternidade, pautada numa relação carregada de emoção e presença, de participação e doação por parte do pai em relação à filha. Tudo em um clima de muita doação de amor.
Somando a tudo isso, a frieza do sistema judiciário norte-americano, que não foge muito a regra, onde a justiça despreza pormenores que podem ser decisivos para a solução de um caso traumático de separação entre pai e filha. Sem deixar de observar também que o contraponto da experiência vivida por Sam que pode ser visto na figura de sua advogada de defesa, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), uma linda e bem sucedida profissional que mal tem tempo para ouvir o que seu filho tem a lhe dizer e nem tempo para demonstrar o seu amor.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Decifre-me ou te devoro.
Toda vez que perguntam sobre minhas origens, fico bem confusa.
Filha de um casal já beirando os 50 anos, nasci na Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, tradicional cidade dos doces, meu pai que já conhecera aposentado é o meu maior exemplo de como ser um bom pai, não por ser o meu, mas por fazer de todos aqueles que a sua volta estavam sentirem-se seguros, minha mãe na época professora de uma escola especial, onde comecei minha carreira no magistério aos 14 anos.
Meu pai mal sabe de onde saiu, muito cedo apostou na carreira solo e abandonou todo o seu passado, sobre sua infância nada comenta e as lembranças de adolescente são divididas com as da minha mãe, fase que se conheceram, meu pai “sócio fundador da CEEE” encontrou em Uruguaiana sua mais nova família, seu porto seguro e sua fiel companheira.
Ela natural da fronteira, de uma família de seis irmãos, com pai comunista e mãe argentina. Minha avó ao que ouço era uma pessoa muito forte, guerreira, aguerrida aos seus que muito cedo sentiu a perda do amado, que por um acidente morreu quando trabalhava na construção da ponte que hoje liga o Brasil com a Argentina, dele não ouço muito, alias minha mãe mal o conheceu, sua lembrança mais forte ainda é da época em que a ditadura fazia suas maiores atrocidades, todos documentos de meu avô foram roubados ou perdidos e se acabaram no tempo, até porque era incomcebivel alguma ligação com o comunismo na época, nem ao menos a suspeita, a única coisa que restou por um bom tempo foi um recorte de jornal que minha avó guardou a sete chaves onde ali estava escrito o suposto envolvimento do meu avô com o socialismo radical.
Pobre mulher tão só ficou e com seis filhos para criar ainda tinha por vezes sua casa invadida pelas perseguições dos militares, mesmo assim todos filhos tiveram a possibilidade de estudar e seguir honestamente suas vidas, a minha mãe talvez tenha concedido o seu melhor... desde seu estereótipo atípico até o gênio caliente de uma castelhana em fúria.
Se eu pudesse simplesmente dizer que sou brasileira pelo simples fato de ter isso escrito na minha identidade, meus problemas estariam por findar, mas ai seria covardia não assumir esse passado que muito me orgulha e que no mínimo fora revolucionário, será mesmo que tudo isso fora uma grande coincidência com essa pessoa que me tornei? Fora supostamente, acho que não, a alma castelhana de “mi abuela que solamente hablava castellano y por Dios se fue sin al menos yo conocerte,” se faz muito presente. Hoje eu recebi um email, onde dizia que cada pessoa tem um jeito que é só seu, eu concondo com isso sim, mas também sou um pouco daquilo que herdei misturado a uma boa dose de alegria pela vida onde oferto meu talento para fazer rir e celebrar cada minuto como se fosse o último. Assim como Nietzsche dizia isso é um eterno retorno, não me levará a lugar nenhum, nem tão pouco resolverá alguma adversidade, até porque isso me desliga de minhas fontes reais e acabo sacrificando o próprio movimento da vida apenas me preocupando com a verdade.
Filha de um casal já beirando os 50 anos, nasci na Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, tradicional cidade dos doces, meu pai que já conhecera aposentado é o meu maior exemplo de como ser um bom pai, não por ser o meu, mas por fazer de todos aqueles que a sua volta estavam sentirem-se seguros, minha mãe na época professora de uma escola especial, onde comecei minha carreira no magistério aos 14 anos.
Meu pai mal sabe de onde saiu, muito cedo apostou na carreira solo e abandonou todo o seu passado, sobre sua infância nada comenta e as lembranças de adolescente são divididas com as da minha mãe, fase que se conheceram, meu pai “sócio fundador da CEEE” encontrou em Uruguaiana sua mais nova família, seu porto seguro e sua fiel companheira.
Ela natural da fronteira, de uma família de seis irmãos, com pai comunista e mãe argentina. Minha avó ao que ouço era uma pessoa muito forte, guerreira, aguerrida aos seus que muito cedo sentiu a perda do amado, que por um acidente morreu quando trabalhava na construção da ponte que hoje liga o Brasil com a Argentina, dele não ouço muito, alias minha mãe mal o conheceu, sua lembrança mais forte ainda é da época em que a ditadura fazia suas maiores atrocidades, todos documentos de meu avô foram roubados ou perdidos e se acabaram no tempo, até porque era incomcebivel alguma ligação com o comunismo na época, nem ao menos a suspeita, a única coisa que restou por um bom tempo foi um recorte de jornal que minha avó guardou a sete chaves onde ali estava escrito o suposto envolvimento do meu avô com o socialismo radical.
Pobre mulher tão só ficou e com seis filhos para criar ainda tinha por vezes sua casa invadida pelas perseguições dos militares, mesmo assim todos filhos tiveram a possibilidade de estudar e seguir honestamente suas vidas, a minha mãe talvez tenha concedido o seu melhor... desde seu estereótipo atípico até o gênio caliente de uma castelhana em fúria.
Se eu pudesse simplesmente dizer que sou brasileira pelo simples fato de ter isso escrito na minha identidade, meus problemas estariam por findar, mas ai seria covardia não assumir esse passado que muito me orgulha e que no mínimo fora revolucionário, será mesmo que tudo isso fora uma grande coincidência com essa pessoa que me tornei? Fora supostamente, acho que não, a alma castelhana de “mi abuela que solamente hablava castellano y por Dios se fue sin al menos yo conocerte,” se faz muito presente. Hoje eu recebi um email, onde dizia que cada pessoa tem um jeito que é só seu, eu concondo com isso sim, mas também sou um pouco daquilo que herdei misturado a uma boa dose de alegria pela vida onde oferto meu talento para fazer rir e celebrar cada minuto como se fosse o último. Assim como Nietzsche dizia isso é um eterno retorno, não me levará a lugar nenhum, nem tão pouco resolverá alguma adversidade, até porque isso me desliga de minhas fontes reais e acabo sacrificando o próprio movimento da vida apenas me preocupando com a verdade.
Vale ver o fime "Café com Maestros".
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Gracias A La Vida
Composição: Violeta Parra
Gracias a la vida, que me ha dado tanto Me dió dos luceros que cuando los abro Perfecto distingo lo negro del blancoY en alto cielo su fondo estrelladoY en las multitudes el hombre que yo amo Gracias a la vida, que me ha dado tanto Me ha dado el oído, que en todo su ancho Traba noche y dia grillos y canariosMartirios, turbinas, ladridos, chubascos Y la voz tan tierna de mi bien amadoGracias a la vida, que me ha dado tanto Me ha dado el sonido y el abecedario Con él las palabras que pienso y declaro Madre, amigo, hermano y luz alumbrando La ruta del alma del que estoy amando Gracias a la vida,que me ha dado tanto Me ha dado la marcha de mis pies cansados Con ellos anduve ciudades y charcos Playas y desiertos, montañas y llanosY la casa tuya, tu calle y tu patioGracias a la vida, que me ha dado tantoMe dió el corazón que agita su marco Cuando miro el fruto del cerebro humano Cuando miro el bueno tan lejos del malo Cuando miro el fondo de tus ojos claros Gracias a la vida, que me ha dado tanto Me ha dado la risa y me ha dado el llanto Así yo distingo dicha de quebrantoLos dos materiales que forman mi cantoY el canto de ustedes que es el mismo cantoY el canto de todos que es mi propio canto Gracias a la vida.......
Composição: Violeta Parra
Gracias a la vida, que me ha dado tanto Me dió dos luceros que cuando los abro Perfecto distingo lo negro del blancoY en alto cielo su fondo estrelladoY en las multitudes el hombre que yo amo Gracias a la vida, que me ha dado tanto Me ha dado el oído, que en todo su ancho Traba noche y dia grillos y canariosMartirios, turbinas, ladridos, chubascos Y la voz tan tierna de mi bien amadoGracias a la vida, que me ha dado tanto Me ha dado el sonido y el abecedario Con él las palabras que pienso y declaro Madre, amigo, hermano y luz alumbrando La ruta del alma del que estoy amando Gracias a la vida,que me ha dado tanto Me ha dado la marcha de mis pies cansados Con ellos anduve ciudades y charcos Playas y desiertos, montañas y llanosY la casa tuya, tu calle y tu patioGracias a la vida, que me ha dado tantoMe dió el corazón que agita su marco Cuando miro el fruto del cerebro humano Cuando miro el bueno tan lejos del malo Cuando miro el fondo de tus ojos claros Gracias a la vida, que me ha dado tanto Me ha dado la risa y me ha dado el llanto Así yo distingo dicha de quebrantoLos dos materiales que forman mi cantoY el canto de ustedes que es el mismo cantoY el canto de todos que es mi propio canto Gracias a la vida.......
terça-feira, 14 de abril de 2009
Eu hein nem pensar...
Se esxistisse um lugar entre os mortais e os imortais, é onde estou agora.
Com certeza essa é uma postagem na qual me orgulho muito de fazer, ganhei meio que sem querer um livro que me deram só porque o título era estranho e pensaram que se tratava de filosofia, logo eu iria gostar.
E não é acertaram, ambas alternativas corretíssimas. O tal livro é o da postagem logo abaixo, que dei o nome de "Eu quero é sexo", até fui chamada de Carol surfistinha, mas é muito mais que promiscuidade, ou liberdade sexual.
"Eu quero é sexo" é um trecho do livro Genuflexório, no qual o autor Giancarlo Dal Bó recita como um lindo poema a arte da entrega, nunca houvera lido algo que conseguisse expressar um ato sexual com tanta voracidade e verossímilhanças. Lendo agucei todos meus sentidos, pude sentir o cheiro de tal cavidade, como também pude sentir o gosto da pele suada.
É muito mais que literatura, por isso o trecho foi postado aqui no me blog tal qual se encontrava no livro, que mais uma vez repito, vale a pena ler.
Parabéns Giancarlo, agora que sei que você leu meu blog, eu que ainda nem sei quem sou, agradeço pela visita e pelo comentário dispensado.
Com certeza essa é uma postagem na qual me orgulho muito de fazer, ganhei meio que sem querer um livro que me deram só porque o título era estranho e pensaram que se tratava de filosofia, logo eu iria gostar.
E não é acertaram, ambas alternativas corretíssimas. O tal livro é o da postagem logo abaixo, que dei o nome de "Eu quero é sexo", até fui chamada de Carol surfistinha, mas é muito mais que promiscuidade, ou liberdade sexual.
"Eu quero é sexo" é um trecho do livro Genuflexório, no qual o autor Giancarlo Dal Bó recita como um lindo poema a arte da entrega, nunca houvera lido algo que conseguisse expressar um ato sexual com tanta voracidade e verossímilhanças. Lendo agucei todos meus sentidos, pude sentir o cheiro de tal cavidade, como também pude sentir o gosto da pele suada.
É muito mais que literatura, por isso o trecho foi postado aqui no me blog tal qual se encontrava no livro, que mais uma vez repito, vale a pena ler.
Parabéns Giancarlo, agora que sei que você leu meu blog, eu que ainda nem sei quem sou, agradeço pela visita e pelo comentário dispensado.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Vamos nos permitir
Ainda bem que conheço a palavra intensidade com propriedade, cansei de me deixar enganar e de ser incansável, ando tentando encontrar a racionalidade no emocional, "Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez..." chego as simples conclusões: quero me permitir a fazer o que quiser sem me preocupar com convenções, quero amar e dar vexame, quero amar e ser cafona, ter um apelido ridículo e intímo, tocar, beijar e sentir tudo que uma comédia romântica possa me oferecer, "Eu quero mais é beijar na boca. E ser feliz daqui pra frente... pra sempre..." me envolver sem medo de cair e se cair já sabendo que vai passar e que o dia de amanhã é sempre melhor, o que de fato não dá mesmo é ficar esperando o tempo passar com aquela sensação de impotência, até porque, quem faz mesmo as coisas acontecer na sua vida??? Você?? tem certeza??? ", ...Que não há tempo que volte amor, vamos viver que há para viver.Vamos nos permitir..." Vamos ao cinema "Ele não é tão afim de você" é muuuuuito bom!!!
Mas não te invejo amor por essa indiferença, porque viver sem amar nesse mundo é pior do que ser cego de nascença..
Mas não te invejo amor por essa indiferença, porque viver sem amar nesse mundo é pior do que ser cego de nascença..
quinta-feira, 19 de março de 2009
Entre os muros da escola
Cinéfila que sou, fui na terça-feira dia 17/03, assistir o filme chamado "Entre os Muros da Escola", entusiasmada com a ideia de mais uma vez ver o universo escolar retratado na telona.Embora o filme tenha recebido notórias críticas e ser vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 2008, muita gente saiu desapontada, eu digo que fiquei espantada, pelo desfecho do mesmo e pela reação das pessoas.Talvez esse desapontamento se deva a falta de intuição que a grande maioria das pessoas tem, sem pressupor de que o filme não seria como os outros, pois não se trata de uma trama hollywoodiana e sim de uma trama francesa, é um filme diferenciado para um público diferenciado, apesar das várias coincidências com o já famoso "Escritores da Liberdade", o enredo de ambos são idênticos, inclusive a inspiração para as obras é a mesma e também com muito sentido.Ambos utilizam o livro "Diário de Anne Frank" como motivador dos sentidos dos alunos.O diário de Anne Frank era a confissão do um momento difícil e também porto seguro da mesma, nas páginas encontramos relatos históricos que foram escritos sob a ótica de uma adolescente vítima da perseguição do Nazismo, que encontrava nessa técnica um momento de libertação, já que ela ficou dois anos em confinamento.Não obstante e nessa mesma linha de pensamento pressuponho que ambos os filmes utilizaram o livro como inspiração para que os alunos pudessem ser entendidos por meio de suas confissões, e facilitar o relacionamento professor x aluno e escola x família.Acontece que Escritores da Liberdade é um filme americano e como não podia de ser termina com final feliz, agora no "Entre os Muros da Escola", produção francesa, não tem sequer fim, a maioria dos espectadores acostumados com a cultura cinematográfica americana, saem decepcionados e "viajando na maionese"literalmente, pois quando menos se espera acende as luzes do cinema e deu, acabou o filme, tchau, todos para casa.Espanto geral, porém extremamente filosófico, o fato é que não ter um fechamento esperado , já é ter um fechamento, isto é, deixar a questão em aberto para que houvesse espaço para discussão e problematizacão de vários possíveis e outros fechamentos.Enquanto educadora me fez pensar até onde posso interferir na educação desse cidadão? Posso ultrapassar o muro da escola? Posso interferir na vida extra-classe desse aluno? E se eu souber seu contexto histórico-social, mudaria minha forma de agir com ele? Esse aluno teria algum privilégio? O meu profissionalismo não é universal?Quantas questões... eu pensei e o filme me agradou, embora ainda não tenha respostas para tais questões, mas isso é Filosofia, é a incerteza de não encontrar respostas, é esse eterno questionamento. Ainda mais quando uma das cenas finais do filme é o relato de uma aluna que diz não ter aprendido nada na escola, mas houvera aprendido com o livro de sua irmã mais velha, que lera em casa e para meu orgulho, o livro era "A República" de Platão, onde havia um homem chamado .... Sócrates, que questionava tudo e ela achou aquilo o máximo.Eu achei aquela cena melhor ainda, pois, tenho sérias dúvidas se o aprendizado da Filosofia tenha que ser restrito a quatro anos de academia ou 50 minutos de aula, existe esse lugar para o saber?Não estou me desvalorizando minha classe, nem tão pouco quero ficar desempregada, mas adoraria esbarrar numa esquina com um zé-ninguém proferindo Platão, ou então que jovem donzelas tivessem ao lado da cama a "Critica da Razão Pura" de Emmanuel Kant, como era de costume no século XVIII.Mas acordamos para realidade vivemos em outros tempos, onde a Filosofia embora não muito reconhecida é acessível para todos, portanto não vá ao cinema assistir "Entre os muros da escola" sem ao menos ler a sinopse, pois diferentemente da Filosofia, o filme não é para qualquer um.
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